Pra frente Brasil! (?)

Posted on junho 5, 2010

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Pra frente? Tem certeza?

Bom, eu estava lendo o jornal no dia 01/06 e li: Educação sofre corte de R$1,28 bilhão no orçamento.

Aí no dia 02/06 eu leio: Reforma do maracanã custará em torno de R$ 720 milhões.

Vamos analisar. Hm, tudo bem, estamos em clima de copa, Brasil vai sediar as olimpíadas e copa de não sei quando e etc. Nosso país está um pouco afundado em inflação e com uma certa crise, mas o Brasil vai ganhar a copa!!! Onde será que já ouvi isso? Ah sim, na minha aula de história, no período Médici da ditadura. Educação uma m*da, salários baixos, povo sendo torturado e milagre econômico (pois sim!). Mas não se esqueça, o Brasil entrou em festa, mesmo assim! Porque? Porque tava ganhando a copa oras!!!

Agora chega de ironias. Não aguento mais ouvir falar em futebol. Devo ser uma das únicas brasileiras que detestam futebol, que só torcem na copa, mas que a copa nem começou e já não aguentam mais. Aí me vem uma bendita notícia de corte no orçamento da educação Brasileira pra construir estádio de futebol! Ah peloamor!!! Tudo bem que nossos jogadores são prodígios e muitos deles, burros! , sabem muito bem correr atrás de uma bola e acertá-la no gol e etc. Mas não acho que isso seja razão para dar total incentivo a isso e quase nenhum ao básico que todo mundo deveria ter. Porque ambos não podiam ter incentivos? A educação brasileira já não é ruim o suficiente pra permitir cortes? Os professores da rede pública já não ganham mal o suficiente para permitir cortes?

Me desculpem pensadores por ser tão não-patriota em época de copa, e renegar todo assunto relacionado a futebol acho chato mesmo, e daí? qual a graça de 22 jogadores correndo atrás de uma bola?! apesar de que torço pelo Brasil e pela África do sul de todo o coração. Mas esse tipo de coisa, me deixa ultramegapower indignada.

Mas quem precisa de educação, não é mesmo? Vá jogar bola.

– Filme recomendado:

Pra frente Brasil (1982): Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e “desaparece”.

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