2012

Posted on abril 27, 2010

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Vivemos em um mundo onde, atualmente, uma teoria = um filme. Não importa quão ridícula ou sensacionalista ela seja, os roteiristas, seres dotados de alta imaginação, sempre acham um jeito para torná-la ainda mais alarmista. Hoje analisaremos a teoria Maia do fim do mundo e o filme 2012.

Os Maias, um dos povos pré-colombianos, tinham uma capacidade imensa para prever fatos (como a chegada do homem branco, Hernan Cortez, em 8 de novembro de 1519) e criaram um calendário. Este calendário prevê que em 21 de dezembro de 2012 acontecerá algo muito grave: O mundo como conhecemos desaparecerá. Veja bem, nunca eles usaram as palavras “fim do mundo”. Colocaram apenas que um grande acontecimento mudaria o mundo. Como eles pararam o calendário nessa data, historiadores lançaram a grande teoria moderna do apocalipse: O fim do mundo poderá ser em 2012, de acordo com os maias. Cientistas deram corda, aproveitando as notícias sobre as destruições de florestas, buraco na camada de ozônio, poluição e tudo mais que nos aflinge hoje. Não se pode negar que a terra está meio que em fúria, com mais de 3 terremotos, erupções vulcânicas e chuvas monsterkills em menos de 4 meses. Mas daí a afirmar um fim do mundo é o fim da picada. Sabe-se que existe um buraco negro no meio da nossa galáxia e baseado em estudos de Einstein e outros astrônomos, dizem que se houver um alinhamento com esse buraco negro pode acontecer uma mudança no campo magnético da terra, que pode levar a Tsunamis, terremotos, erupções, troca de polaridade (polo sul vira polo norte – polo norte vira polo sul), etc. Isso aconteceria em 2012. Mas as consequências não seriam imediatas, seriam mudanças lentas, apesar de perceptíveis.

O filme (que eu não vi todo por falta de paciência) aparentemente narra essa amável teoria maia sensacionalizada. Devido a erupções solares, o núcleo da terra começa a aquecer extremamente rápido e provoca o deslocamento da crosta terrestre que resulta em acontecimentos e cenários apocalípticos populares: Hiper terremotos, megatsunamis, ultra erupções, tudo bem exagerado pra mostrar que era realmente o fim do mundo que queriam retratar. Acho que deu pra captar a idéia sobre isso muito bem. Até que vem a parte mais forçada e ridícula do filme: Magicamente, a África não sofre graves danos e ainda se eleva em relação ao nível do mar, porque ela estava no meio de uma placa tectônica e porque salvar a África é moda .E assim, vai todo mundo que sobrou de todo esse caos (os personagens principais. Porque eles sempre sobrevivem?) em aviões, helicópteros, naves e tudo mais que os americanos inventaram pra voar, para a África, repovoar o planeta e acabar com ele de novo e viver felizes para sempre. Fim.

Acontece que: O Brasil também está no meio de uma placa tectônica e levou uma enxurrada de tsunamis que não pouparam nem o Cristo Redentor no alto da montanha. O Brasil não pode ter tsunamis ou terremotos exatamente por esse pequeno detalhe bonitinho (a posição das placas); Coomoo a África consegue se elevar acima da aguaceira quando o mundo INTEIRO está acabando e quando ela tem milhões de vulcões??? ; Porque os personagens principais ficam vivos se todo mundo morre? E porque todo mundo que fica vivo é americano? E é aí, depois de analisar as coisas como elas são, que você fala pra si mesmo “Puxa, caí em mais uma pegadinha de roteirista alarmista…” É amigo, não planeje seu suicídio, nem fuja para as montanhas em 2012, mas continue cuidando do seu planeta, vai que acaba mesmo? auehae Apesar de que eu não passei na faculdade esse ano pro mundo acabar daqui a dois, só lamento.

Em 2013 eu comento nesse post.

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